Criada em novembro de 1989, dando seqüência aos trabalhos da Novos Tempos Editora, fundada em Brasília, em março de 1984, a Editora Imaginário apresenta dois eixos de publicação. O primeiro, objetivo maior da editora, concerne à difusão do pensamento libertário em toda a sua riqueza, abrangendo textos clássicos e contemporâneos. O segundo ambiciona trazer ao leitor brasileiro obras de indiscutível relevância em vários campos da atividade humana, tais como: artes, filosofia, política, sociologia, história, economia, educação, crítica literária e literatura.
Últimos Lançamentos

ANARQUISMO SOCIAL, O
Frank Mintz

A extensão do neoliberalismo e o conjunto dos desequilíbrios que ele acarreta, a deterioração do clima e as catástrofes que se seguem, emanaram diretamente das conseqüências da lógica do capital. A amplitude de seus malefícios é diretamente ressentida pelos pobres, pelos explorados. A forma que assumirá a oposição cada vez mais clara ao capitalismo, à sua violência e suas forças de repressão não é previsível, nem nos Estados Unidos, nem nos outros países. LEIA MAIS

ANARQUISMO HOJE
Um Projeto para a Revolução Social
Union Régionale Rhône-Alpes

A miséria, a injustiça, a exploração, a dominação, o poder, o sexismo... provocam cotidianamente nossa indignação e nossa vontade de não permanecer passivos. Mas se a revolta individual é o ponto de partida de toda tomada de consciência, de todo engajamento, ela sozinha não pode conduzir a grande coisa. Para transformar a realidade, devemos dar-lhe um sentido... Passar da revolta à revolução é ser capazes, ao mesmo tempo que lutamos contra esse sistema que nos canibaliza no cotidiano, de abrir as perspectivas de um outro futuro, propor um projeto social, um futuro em ruptura com aquele que nos prepararam. Nossa contestação radical da sociedade atual acompanha-se da profunda convicção de que uma sociedade de liberdade e de igualdade é possível e realizável - LEIA MAIS

PALAVRAS DE UM REVOLTADO
Piotr Kropotkin

Palavras de um Revoltado é um clássico do russo Piotr Kropotkin composto de uma série de artigos escritos por ele e publicados no jornal Le Révolté, no período entre 1879 e 1882. Conforme Éliséé Reclus comenta na apresentação do livro “Fiel ao método científico, o autor expõe, de início, a situação geral da sociedade, com suas baixezas, seus vícios, seus elementos de discórdia e de guerra; estuda os fenômenos de decrepitude que os Estados apresentam e mostra-nos as fissuras que se abrem, as ruínas que se acumulam. Em seguida, desenvolve os fatos da experiência, oferecidos pela História Contemporânea no sentido da evolução anárquica; indica sua significação precisa e extrai deles o ensinamento que comportam. Enfim, no capítulo A expropriação, resume suas idéias, tais como sobressaem da observação e da experiência, e apela para os homens de boa vontade, que não se contentam em saber, mas que querem agir.”- LEIA MAIS

MANIPULAÇÃO SIONISTA, A
Alain Coutte

“As maquinações genocidas de Israel progridem lenta mas seguramente. Os israelenses estão engajados em um processo a longo termo de depuração étnica dos palestinos, com o objetivo de "reconquistar a terra" para os judeus. Esse é o objetivo muito claro de Theodore Herzl, desde 1895: ‘o processo de expropriação... deve ser conduzido a bom termo, discretamente e com circunspecção' até Ariel Sharon, em 1998: ‘Tudo o que não se puder arrancar acabará nas mãos deles'.” - LEIA MAIS

IDADES DO PRAZER, AS
Anônimo
Aos dez anos, na efervescência do desejo, o germe das paixões vem assaltá-lo; aos vinte, goza essas paixões sem moderação; aos trinta, entregue à depravação mais desenfreada, não impõe limites a seus desejos: o incesto, o gozo mais lascivo, é o objetivo de seu ardor; aos quarenta, libertino refinado, voluptuoso sem delicadeza, põe em uso, quando é solteiro, todos os recursos vergonhosos que seu temperamento lhe sugere; aos cinqüenta, solicita o auxílio da prostituição, e aos sessenta, já não entesa.- LEIA MAIS

MANUAL DE CIVILIDADE DESTINADO ÀS MENINAS PARA USO NAS ESCOLAS
Pierre Louÿs

Reedição dessa interessante obra, escrita em 1917 e que teve sua primeira publicação em 1927, dois anos após a morte do autor. Trata-se de uma paródia dos rigorosos e moralistas manuais de educação e boas maneiras utilizados na Belle Époque. Esta obra é um contundente ataque desferido contra as regras vigentes do puritanismo burguês. LEIA MAIS

Próximos Lançamentos

A REVOLUÇÃO RUSSA E A DITADURA BOLCHEVIQUE
Emma Goldman

Seria um erro pensar que a revolução fracassou unicamente por causa da personalidade dos bolcheviques. Fundamentalmente, a revolução fracassou por causa da influência dos princípios e dos métodos do bolchevismo. O espírito e os princípios autoritários do Estado sufocaram as aspirações libertárias e libertadoras. [...] Não foram tanto os bolcheviques que mataram a revolução russa, mas principalmente sua ideologia. Tratava-se de uma forma modificada de marxismo, de um estatismo fanático. Só tal explicação das forças subjacentes que esmagaram a revolução pode esclarecer esse acontecimento que abalou o mundo. A revolução russa reflete, numa pequena escala, a luta secular entre o princípio libertário e o princípio autoritário. [...] A revolução russa representava um movimento libertário que foi derrotado pelo Estado bolchevique, pela vitória temporária da idéia reacionária, da idéia estatista. - LEIA MAIS

O PRÍNCÍPIO DO ESTADO
Mikhail Bakunin
A presente edição é constituída de três importantes textos de Bakunin. O primeiro, O Princípio do Estado, escrito em 1871, foi desenvolvido em sua obra Deus e o Estado, fragmento de O Império cnuto-germânico. Nele, Bakunin expõe as idéias religiosas, com seu estilo inteligente e mordaz, de modo a mostrar a relação direta entre as opressões religiosa e estatista.
O segundo texto, A Comuna de Paris e a Noção do Estado, foi escrito pouco depois da derrota da Comuna pela reação versalhesa.
Por fim, Três Conferências feitas aos Operários do Vale de Saint Imier, é o texto resultante de conferências pronunciadas por Bakunin em maio de 1871, durante sua visita à Suíça, à Seção central do distrito de Courtelary, e foi publicado após sua morte. - LEIA MAIS
BAKUNIN, FUNDADOR DO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO
Gaston Leval
“O verdadeiro fundador do sindicalismo revolucionário foi Bakunin. Eis o que ignoram em demasia, ou que silenciam não sei por qual motivo, pois, nas construções teóricas e táticas quanto ao objetivo e às tarefas históricas do sindicalismo, Bakunin contribuiu com um conjunto de pensamentos de uma riqueza e de um dinamismo que não só não foram superados, como jamais foram igualados por qualquer outro pensador.

[...] Agora que alguns camaradas esforçam-se para construir uma força sindicalista libertária, seria útil estudar Bakunin e inspirar-se nos princípios e, inclusive, nos métodos de ação por ele expostos.”
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INSTRUIR PARA REVOLTAR
Grégory Chambat

Pode-se sinceramente considerar, sem desnaturar o pensamento de Pelloutier, que a escola desempenha para ele o mesmo papel [que a arte]. Esses dois “aparelhos ideológicos de Estado”, como se diria hoje, têm em comum o fato de que eles são simultaneamente as piores cadeias para a humanidade explorada e os instrumentos que lhe permitirão forjar um outro futuro. Paradoxo no qual os militantes de hoje se encontram igualmente: difícil fazer ouvir uma voz crítica em relação às taras da escola pública e suas funções sociais (seleção, formatação etc.) enquanto inúmeros militantes estão engajados no combate (legítimo) contra a privatização e a mercantilização da escola em nome da “defesa” do serviço público garantidor de uma certa “igualdade”. Para Pelloutier, o objetivo é claro: a educação deve pôr-se a serviço da revolução, pois sem educação do povo, nenhuma revolução autêntica será possível. LEIA MAIS

OS SOVIETES TRAÍDOS PELOS BOLCHEVIQUES
Rudolf Rocker
Os bolcheviques, instaurando a “ditadura do proletariado” na Rússia, não apenas retomaram o aparelho de Estado da antiga sociedade, mas também o dotaram de uma perfeição na força tal como nenhum outro governo no mundo possui. Eles lhe submeteram todos os setores da vida pública e confiaram toda a organização da economia. Oprimiram impiedosamente tudo o que podia fazer-lhes obstáculo; eliminaram todo pensamento e todo sentimento nas massas, criando, assim, a burocracia mais temível que o mundo conheceu. As célebres palavras do jacobino Saint-Just, segundo as quais a tarefa do legislador é eliminar a consciência privada e ensinar ao cidadão a pensar em conformidade com a razão de Estado, nunca tinham sido, antes da “ditadura do proletariado” na Rússia, traduzidas em tal grau para a realidade. - LEIA MAIS

PODER, DEMOCRACIA E ANARQUIA
Eduardo Colombo

“A democracia não é mais um regime político; ela designa um conjunto de representações políticas, econômicas, ideológicas, organizacionais, que, em um recorte particular privado/público do social, contribuem para — e ao mesmo tempo nutrem-se de — a construção de singulares abstratos, indivíduos-átomos, anônimos e intercambiáveis. A divisão tradicional entre dominantes e dominados persiste como se fosse um dado de natureza do político, e coexiste, sem choques aparentes, com a soberania reconhecida e proclamada do povo. Flanqueada pelos direitos constitucionais e pelo sufrágio dito universal, a democracia, que agora integrou o liberalismo em seu campo — ou melhor, o inverso — é assimilada aos regimes capitalistas ocidentais. É assim que, no uso habitual, democracia tornou-se a designação genérica de uma forma do social instituído, resultado contrafeito do conflito de forças em luta no seio da modernidade.” - LEIA MAIS